DECORAÇÃO

Vaso que vira fonte e tinta de terra são alguns dos truques de “novatos”

Estreantes são destaque do lado de fora da Casa Cor

NATHALIA BARBOZA
FREE-LANCE PARA A FOLHA

As novidades da Casa Cor deste ano começaram pela lista de profissionais convidados a criar 85 ambientes em um imóvel no Morumbi (zona oeste), tarefa que contou com 42 arquitetos, decoradores e paisagistas estreantes.
As inovações não pararam por aí. Apesar de novatos na mostra, esbanjaram experiência ao encontrar soluções criativas e de simples execução, especialmente nos ambientes externos.
O jardim Paisagismo da Ponte, da paisagista Gigi de Arruda Botelho, 39, é um deles. Ela pintou vasos de cerâmica de verde e, com o auxílio de bombas de aquário, transformou-os em fontes camufladas de arbustos.
Na praça de convivência, o arquiteto e paisagista Sergio Gonzalez, 48, escondeu um muro de concreto de 6 m (altura) x 15 m (comprimento) sob um imenso painel enxadrezado de “pallets” (plataformas para carregamento por empilhadeiras) de madeira certificada e usou piso elevado de tábuas de madeira de reflorestamento e cruzetas de demolição para disfarçar a rua asfaltada.
Fazer um espaço tropical que resgatasse a posição geográfica de São Paulo -em plena mata atlântica- e “que cutucasse o padrão europeu de plantas podadas e arrumadinhas demais” foi a missão do paisagista Gil Fialho, 41, em seu Jardim dos Trópicos.
A inovação ficou por conta da tinta de terra, criação das arquitetas Letícia Achcar e Ivone Rocha, do escritório Primamatéria. Ela tem sete cores que acompanham os matizes da terra, mas pode-se adicionar corante.
Com areia grossa ou fina e outros agregados, como fibras de coco, é possível obter texturas. A mistura recebe impermeabilizante e pode ser aplicada diretamente no chapisco ou no reboco, em fachadas e interiores.

Encontro e saída

No ponto de encontro e nos banheiros públicos, a arquiteta Andrea Ottoni, de Campinas, usou dois painéis externos com cenas urbanas desenhadas pelo artista plástico Rui Teixeira. Esferas de cerâmica no chão servem de luminárias, “como se fossem cabeças olhando a paisagem”.